segunda-feira, 25 de maio de 2009
Kassab cria companhia para captar dinheiro para obras
Secretário estadual de Assistência Social ficará encarregado de montar a companhia, e seu cargo será destinado ao PV
São Paulo, sexta-feira, 22 de maio de 2009
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL FSP
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), criou uma empresa para captar recursos para a prefeitura. A nova companhia ficará com o patrimônio do município para eventual venda ou uso como garantia para empréstimos.
A empresa será presidida pelo secretário estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, Rogério Amato, que deixará o governo José Serra (PSDB) para montar a companhia.
O papel da empresa será a captação de investimentos, num momento em que a crise econômica abala os cofres da prefeitura. No primeiro quadrimestre, o município teve perda real de arrecadação de 1% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Em meio à crise, a ideia é assegurar o cumprimento de promessas de Kassab, como a criação de 400 creches na cidade.
A criação da empresa foi autorizada em 2007 pela Câmara Municipal. Para ela serão transferidos imóveis do município avaliados em R$ 300 milhões. A companhia terá ainda um reforço de mais de R$ 1 bilhão de créditos que a prefeitura tem a receber.
A prefeitura poderá vender os imóveis. O dinheiro recebido poderá ser aplicado diretamente em obras ou como garantia nos projetos em PPPs (Parceria Público-Privada).
Mesmo que não sejam vendidos, esses imóveis servem de lastro para as parcerias. São a segurança de que o município poderá honrar seu compromisso nas PPPs.
Além disso, a companhia poderá obter empréstimos dando como garantia créditos que a prefeitura tem a receber. O município pode, por exemplo, usar títulos da União, que só deverão ser pagos no futuro. Ao antecipar a venda, a prefeitura arrecada menos do que oficialmente eles valem.
Essa operação possibilita que a prefeitura contraia dívida acima do limite fixado pela lei. Mas, para isso, também há um teto: de até 1% da arrecadação do município.
O projeto de criação da companhia foi enviado à Câmara na gestão de José Serra, antecessor de Kassab na prefeitura. À época, a intenção era vender os imóveis para pagamento de fornecedores do município.
O diretor do conselho da Agência Estadual de Desenvolvimento, Cláudio Vaz, também trabalhará na companhia, que ficará subordinada à Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social.
A cadeira de Rogério Amato na secretaria que ocupa hoje será destinada ao PV. Apesar da boa relação com o secretário, o governador José Serra aproveitará a mudança para acomodar os verdes no seu gabinete.
Potencial candidato ao Planalto, Serra poderá atrair um aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário nacional para seu governo.
Como funciona:
1- a empresa - a companhia de mobilização de ativos vai herdar o patrimônio da prefeitura para eventual venda ou uso como garantia de empréstimo
2- rec. financeiros - serão transferidos para a companhia imóveis do municíio avaliados em 300 mi mais 1 bi de créditos que a prefeitura tem a receber
3- Venda - os imóveis podem ser vendidos, e o dinehrio poderá ser aplicado diretamente em obras ou como garantia aos projetos em PPPs (Parceria Público-Privada)
4 - Debêntures - a cia. também pode obter empréstimos dando como garantia o 1 bi em créditos que a prefeitura tem a receber
Risco da operação:
>> O Municipio irá se endividar ainda mais porque terá de pagar os investidores mesmo se não receber as dívidas
>> as dívidas extras não serão contabilizadas pela Prefeitura, mas pela empresa mista, portanto, fora do alcance da Lei de Responsabilidade Fiscal.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
Construtoras receberão até 30% a mais por casa popular
LEANDRA PERES
LARISSA GUIMARÃES
da Folha de S.Paulo, em Brasília
O governo reajustou em até 30% o valor que pagará às construtoras que fizerem apartamentos para a população com renda de até três salários mínimos (R$ 1.395), dentro do programa habitacional que promete entregar 1 milhão de moradias. Nas casas, o reajuste chega a até 20%.
No programa que existia anteriormente, o PAR (Programa de Arrendamento Residencial), foram feitas somente 268 mil casas em dez anos. Um dos principais motivos para o programa não ter decolado foi o preço pago pela União às construtoras para que fizessem os imóveis.
"Antes, os preços pagos eram muito baixos, não tinha como construir. Agora, estão bem razoáveis", disse o presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Paulo Safady Simão.
Os maiores aumentos foram nos municípios paulistas de Jundiaí, São José dos Campos e Jacareí e também abrangeram o Distrito Federal e cidades do entorno da capital.
Nessas cidades, um imóvel, que no programa anterior era adquirido por R$ 40 mil, passará a ser comprado pela União por R$ 52 mil.
Em outros municípios, como Fortaleza e sua região metropolitana, a correção foi de 25% em relação ao programa que existia anteriormente. Na maior parte do país, o reajuste das construtoras foi de 14% para a construção de apartamentos e de 3% para a de casas.
O menor valor a ser pago, proporcionalmente, será na cidade do Rio de Janeiro. Antes, o montante previsto era de R$ 48 mil. Pela nova tabela, os valores passam a ser de R$ 51 mil (apartamento) e R$ 47 mil (casa).
Para o presidente da CBIC, não é possível comparar os valores pagos no novo programa àqueles do PAR.
No novo pacote habitacional, há redução de custos: o governo baixou impostos para as construtoras de 7% para 1% e também cortou as tarifas de registro em cartório em mais de 75%.
Isso aumenta ainda mais a remuneração das construtoras, uma vez que no programa anterior esses custos estavam incluídos no valor de compra da casa pelo governo.
Para acelerar as primeiras obras do pacote habitacional, o governo considerou como imóveis novos as construções que receberam"habite-se" depois de 26 de março, data de lançamento do programa.
Com isso, apartamentos e casas que não eram destinados ao programa e puderem ser adaptados passarão a receber subsídio do governo. Simão acredita que o efeito será pequeno, pois poucas unidades irão se adequar às especificações do programa federal.
100 mil habitantes
Apesar de não haver restrito as obras do programa aos municípios como mais de 100 mil habitantes, como previsto originalmente, as regras de funcionamento definidas pelo governo continuarão, na prática, privilegiando essas cidades. É que o principal critério de distribuição das casas continuará sendo o déficit habitacional, maior nas capitais e nas regiões metropolitanas. O pacote habitacional prevê a construção de casas térreas com área de 35 m2 e apartamentos de 42 m2.
Construtora de prédio maquia cortiços
07/10/2004
ALTO PADRÃO
Casarão próximo a lançamento imobiliário muda de aparência com reforma na fachada, mas continua precário por dentro
Fonte: FSP AMARÍLIS LAGE
DA REPORTAGEM LOCAL
Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento. É assim que a vendedora Maria Benedita dos Santos Silva, 55, define a casa em que vive, na rua Artur Prado, região central de São Paulo. A fachada, recém-pintada, faz com que o imóvel se assemelhe a um casarão de classe média. Assim que o portão é aberto, porém, o visitante se vê diante de um cortiço.
A "ilusão de ótica" é explicada pelos próprios moradores do local. Segundo eles, a construtora Cyrela maquiou a fachada de três cortiços vizinhos para não prejudicar as vendas de um condomínio de luxo que está sendo construído na região o Vereda Paraíso. "Se não pintasse [a fachada], o pessoal ia dizer que aqui é maloca. E quem é que vai querer morar perto de maloca?", questiona a vendedora.
Fora Benedita, que acha que a situação piorou, todos os moradores dos cortiços ouvidos pela reportagem não hesitam em dizer que a reforma agradou. "Tinha gente com vergonha de dizer que morava aqui dentro", afirma o frentista Reinaldo Silva, 34, que administra uma das casas.
Mas isso não os impede de dizer que também se sentiram discriminados pelos novos vizinhos ricos. "Só fizeram isso porque as pessoas podiam desistir de comprar, achar que a gente é favelado. Se não quisessem fazer o prédio, não ia ter ajuda nenhuma", diz a faxineira Ana Paula Barbosa, 22.
"O portão, por exemplo, a gente queria que eles colocassem um de grade. Mas colocaram um fechado, que faz isso aqui parecer um presídio. Isso revela preconceito. Eles acham que, se a pessoa é pobre, é bandido. Não é assim", afirma o cozinheiro Manoel Gomes da Silva, 41, que administra outra das três pensões.
Da janela de seu quarto/casa, onde vive com a mulher e um filho de um ano, Manoel pode ver a construção do Vereda Paraíso e os cartazes que anunciam as vantagens do novo prédio: piscina coberta, quadra de futebol, espaço para redes. Cada apartamento irá custar, no mínimo, R$ 400 mil.
Já Manoel paga R$ 250 mensais por seu cômodo. Os dois banheiros do local são usados por nove famílias. Na falta de espaço, as roupas são penduradas no corredor. E no teto há um buraco que, segundo Manoel, pode levar à queda da laje a qualquer momento. Para ele, é o buraco, e não a beleza ou a feiúra da fachada, a maior fonte de preocupação.
A empresa também realizou algumas reformas na parte interna dos imóveis, mas, segundo os moradores, grande parte ou não foi concluída ou apresentou problemas de acabamento.
No cômodo da dona-de-casa Maria Lúcia da Silva, 34, foram colocadas telhas onduladas pelas quais a água entra em dias chuvosos. No imóvel do meio, onde mora a dona-de-casa Janete Ferreira Barbosa,
"Muitas coisas ficaram pela metade ou foram malfeitas. Mesmo sendo de graça, a gente fica chateado com um serviço assim", diz o frentista, que afirma já ter reclamado na empresa. Sem resposta.
A obra também recebe críticas de gente que nem mora nos cortiços. "Eles [a empresa] deveriam ter encontrado com os moradores uma forma de melhorar o local, mas não assim. Esse portão alto, que colocaram na frente, cobre tudo, é uma prisão", afirma a médica aposentada Maria Hélia Rocha, 72, que mora a um quarteirão dos três imóveis. "Para mim, isso foi querer camuflar a pobreza."
OUTRO LADO
Cyrela diz que sempre realiza benfeitorias
DA REPORTAGEM LOCAL
A Cyrela disse ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que realiza benfeitorias no entorno de suas obras em todos os bairros em que atua, incluindo praças, parques e edificações vizinhas, e que no entorno do empreendimento Vereda Paraíso o procedimento não foi diferente. A medida, segundo a empresa, beneficia tanto os seus clientes quanto os demais moradores da região.
"Com isso, ao mesmo tempo em que a empresa se aproxima da comunidade, ajudando-a a melhorar o bairro, também beneficia os compradores de seus imóveis."
Ainda de acordo com a resposta de sua assessoria, a filosofia da empresa é "investir na melhora da qualidade de vida da comunidade e dos futuros moradores de seus empreendimentos". O condomínio Vereda Paraíso deve ser entregue em agosto do próximo ano.
A Cyrela também disse ter considerado estranhas as críticas feitas pelos moradores dos cortiços. Segundo eles, a reforma foi motivada por preconceito da empresa em relação à vizinhança pobre.
De acordo com a empresa, todas as intervenções foram feitas com a prévia autorização dos moradores.
Rossi lança o primeiro empreendimento residencial virtual no Second Life
São Paulo, 12 abril de 2007
Morar, decorar e experimentar virtualmente um apartamento em três dimensões. Esta é a proposta da Incorporadora Rossi que acaba de fazer sua primeira incursão no Second Life, a mais recente coqueluche da Internet. O empreendimento de alto padrão retrata, de forma fiel, o edifício Brooklin To Live, lançado recentemente na vida real em São Paulo. A Rossi, aliás, é primeira companhia nacional a finalizar um prédio residencial no Second Life na qual investiu R$ 80 mil no projeto.
A empreitada vai possibilitar a exploração de todos os ambientes do empreendimento, desde as áreas comuns como espaço gourmet, lounge, salão de festas, sala de ginástica, piscina e quadra, até os apartamentos modelo decorados com quatro opções de planta.
“É uma ferramenta inédita que estamos oferecendo para nossos clientes”, afirma o Gerente de Marketing Institucional da Rossi, Rafael Rossi. No mundo 3D também é possível mobiliar os apartamentos com artigos da loja de decoração e arquitetura Etna. “Ao comprar um imóvel na vida real o cliente receberá também um imóvel virtual no Second Life, juntamente com um inventário de móveis para fazer testes de decoração e de layout do apartamento. E, ao clicar nos móveis, o cliente terá acesso ao site da Etna para obter informações ou até comprá-los”, explica Rossi.
A Rossi disponibilizou dois corretores virtuais para atender os visitantes da Ilha Rossi Residencial, onde o empreendimento está abrigado. Eles estarão à disposição para atender os visitantes virtuais, que depois de um tour pelo empreendimento, serão encaminhados para um corretor no mundo real para possivelmente concretizar a compra.
Outra possibilidade do projeto é a interação entre os futuros moradores do prédio, que poderão se conhecer virtualmente e trocar experiências muito antes do empreendimento ficar pronto. Febre mundial, o Second Life (www.secondlife.com) registra atualmente 5,4 milhões de usuários. Estima-se que, deste montante, 300 mil sejam brasileiros. Somente no último mês, a base de cadastrados cresceu 20%.
Rossi lança projeto audacioso de Branding e muda sua identidade visual
Empresa investe para fortalecer sua cultura empresarial e passa a gerenciar sua marca como ativo estratégico
São Paulo, fevereiro de 2008 - Houve um tempo em que o valor de uma empresa era medido somente pelo seu patrimônio tangível. O amadurecimento do mercado de capitais revelou o valor intangível das marcas, que passaram a ser vistas como ativos estratégicos capazes de influenciar as receitas destas empresas.
Muito mais do que apenas uma ferramenta de Marketing, a marca é um jeito de ser, uma filosofia calcada na essência e nos valores da empresa. “Existe um jeito especial de ser que torna uma marca mais atrativa para os públicos que se relacionam com ela, sejam eles clientes, investidores, colaboradores ou fornecedores”, afirma Rafael Rossi, Gerente de Marketing Institucional da Rossi.
Neste contexto, a Rossi, uma das principais construtoras e incorporadoras do País, contratou em maio de 2006 a Thymus Branding, consultoria estratégica especializada em Branding. A Rossi iniciou este projeto porque entende que sua Marca tem valor estratégico, portanto deve ser gerenciada com a seriedade e o rigor de um patrimônio estratégico. A divulgação oficial desta estratégia ocorrerá nesta sexta feira, dia 15/02.
Desde então a empresa vem implementando ações que visam fortalecer os atributos desejados de sua Marca, tais como relacionamentos de longo prazo, inovação e qualidade. Este plano de ação abrange todas as áreas da empresa, desde a gestão de pessoas até o relacionamento com os sócios.
Ele já está em andamento e já possui algumas etapas concluídas. Nova Identidade Visual Paralelo a isso, a Rossi reformulou a sua identidade visual, incluindo a sua logomarca, símbolo de toda esta mudança e também alinhou a linguagem da sua comunicação aos seus valores.
A logomarca agora apresenta a cor vermelha, mais vibrante, para representar a importância dos relacionamentos na empresa. Sua inspiração está no nome da família italiana fundadora da marca: Rossi em italiano é o plural da palavra rosso, que significa “vermelho”.
A logotipia traduz seriedade, segurança, inovação e conhecimento. Não foi associado ícone à logomarca, para aumentar a sua facilidade de aplicação e dar maior destaque ao nome em si.
Exemplo de segregação Sócio-espacial
Produtos do Plano Segmento Popular são inspirados em empreendimentos de sucesso
Acessibilidade aliada à beleza, conforto e segurança. São imóveis com essas características que o Plano Segmento Popular vai colocar à disposição da população em diversas cidades do país. Empreendimentos cujos conceitos são baseados em projetos de sucesso já construídos e concretizados no interior de São Paulo, como o Villa Flora e o Avalon Praças Residenciais.
Criado há oito anos na cidade de Sumaré, SP, a mini-cidade Villa Flora é um grande sucesso do mercado imobiliário. Inspirado nos princípios do Novo Urbanismo resgata a o bem viver encontrado apenas nos vilarejos, pequenas cidades, e comunidades construídas ao longo dos séculos, oferecendo aos moradores uma qualidade de vida superior à encontrada em empreendimentos convencionais.
Além da completa infra-estrutura, o bairro planejado conta, ainda, com edifícios públicos como centro ecumênico, centro comercial, praças e parques urbanizados. As ruas são mais largas que as tradicionais, o desenho urbano é feito de forma harmonizada e todas as residências ficam a 10 minutos a pé dos serviços e centro comercial. A comercialização dos imóveis é financiada pela Caixa Econômica Federal ou Banco Privado em até 240 meses , também, pela própria construtora em 120 meses.
No total, o Villa Flora tem 41 condomínios residenciais horizontais, com sete modelos de residências, que variam de 46m² à 137m². O empreendimento tem mais que o dobro da área verde exigida pela Lei Brasileira de Parcelamento do solo e preservação do meio ambiente. Duas áreas da antiga fazenda foram preservadas: a área dos lagos, com a mata, e a área da sede, onde está a praça da fazenda. Ao todo são 173 mil m² de área verde à disposição para recreação e integração dos moradores.